Como sair das dívidas

Você está endividado, mas não sabe como se livrar desse problema? Pois saiba que há milhares de brasileiros na mesma situação que você. No entanto, não se desespere, pois há solução e você conseguirá sair das dívidas, mesmo ganhando pouco.

Mas, antes de mais nada, é preciso entender que, na maioria das vezes, você é o único culpado por estar afundando em dívidas. Claro, existem fatores externos que podem causar ou agravar esse problema, mas em muitos casos o problema está no mau uso do dinheiro, impulsividade e falta de disciplina financeira.

Porém, isso quer dizer que se livrar das dívidas é mais simples do que você pensa, pois só depende de você! Veja nossa matéria e saiba algumas dicas para fazer isso mais tranquilamente.

Como sair das dívidas?

Para sair das dívidas, é necessário que você siga alguns passos básicos. Lembre-se que, antes de mais nada, você deve reconhecer o tamanho de seu endividamento e também que o processo para quitar suas dívidas pode levar algum tempo. Por isso, seja sempre paciente e siga nossas orientações atentamente.

De uma forma resumida, podemos dizer que para sair das dívidas é preciso seguir três passos básicos bastante gerais. O primeiro deles é garantir sua futura prosperidade financeira, ou seja, é preciso que você tenha um planejamento financeiro para o futuro, para que não fique na mão caso seus planos não funcionarem. O segundo passo consiste em fazer com que sua dívida pare de crescer. Esse pode ser o passo mais difícil, pois é necessário que tenhamos autocontrole e também que pensemos em fatores que estão fora de nosso alcance. Depois disso, prosseguimos para o último passo, que é conseguir condições de saldar todas suas dívidas. Esse pode ser o mais demorado, porque o dinheiro normalmente vem com o tempo e muito esforço.

Para garantir que esses passos sejam seguidos, você deve focar em uma pequena regrinha:

  • 10% do que você ganha deve ser poupado;
  • 70% do que você ganha pode ser usado para viver, no máximo;
  • 20% do que você ganha deve ser usado para pagar dívidas, no mínimo;

Devo poupar mesmo endividado?

Muitas pessoas, ao se deparar com essa regra, se perguntam se devem poupar mesmo estando endividados. A resposta é: sim!

Pode parecer estranho e contraproducente, já que os juros das dívidas costumam ser mais altos que a rentabilidade da poupança. Além disso, muitas pessoas, quando estão endividadas, querem se livrar logo do problema, pagando tudo o mais rápido possível.

Pois bem, pagar a dívida rapidamente é algo ótimo, assim como fugir das taxas de juros. No entanto, criar um hábito de poupar é uma coisa ainda mais importante, pois fará com que você pare de uma vez por todas de criar dívidas, salvo casos de extrema emergência.

“Mas não posso começar a poupar depois que quitar minhas dívidas?”, muitos costumam perguntar. Sim, você pode, no entanto, quem se endivida costuma entrar em um ciclo vicioso. Então, sempre que a pessoa sai de uma dívida, ela adquire outra, nunca deixando espaço para poupança. Por isso, é necessário se forçar um pouco na hora de instituir esse hábito.

Só posso gastar 70% do que ganho?

Se você quer sair das dívidas, a regra mais importante é essa: sempre gastar menos do que você ganha. Quanto menos você gastar, mais certo será que a sua dívida irá parar de crescer.

Por isso, reserve um tempo da sua rotina para fazer um orçamento detalhado com as despesas realmente essenciais. Anote também seus gastos mensais de forma bastante organizada e detalhada para depois comparar com o seu possível orçamento. Assim, você verá o que pode ser cortado e quais gastos podem ser otimizados para diminuir o crescimento de sua dívida.

Uma boa prática para reduzir os gastos mensais é diminuir ou até mesmo parar o uso do cartão de crédito. Já que o mau uso dele é um dos maiores vilões e causadores do aumento do endividamento. Temos a ilusão de que uma compra parcelada é mais leve no orçamento, no entanto, ela é ainda mais prejudicial, pois compromete o orçamento não só de um mês, mas de vários meses.

Quite suas dívidas, se não der, negocie

O objetivo é que você quite suas dívidas o mais rápido possível, no entanto, é bem provável que os 20% restantes de seu salário não sejam suficientes para pagar todas as dívidas. Pode ser até que nem sejam suficientes para pagar os juros dessas dívidas. Mas não se desespere!

Com calma, coloque todos os credores no papel, anotando quanto você deve a cada um deles. Esse é o primeiro passo para não se perder em meio às dívidas.

Depois, siga para o segundo passo, que é procurar os credores que você listou e expor sua situação, mostrando o tamanho de sua dívida e quanto você pode pagar mensalmente. Assim, seus credores ficaram mais dispostos a negociar, pois verão que você realmente deseja pagar sua dívida e está se organizando para isso. Então, é provável também que ele ofereça bons descontos para você.

Após o processo de negociação com todos os credores listados, cheque qual o saldo que você ainda deve e faça um cálculo de quanto tempo você demoraria para pagar isso. Depois disso, você pode usar uma estratégia bastante interessante chamada consolidação de dívidas.

Consolide suas dívidas

Consolidar um dívida é basicamente unificar todas as dívidas que você possui. Isso pode ser feito por meio da contração de um empréstimo no valor total de seu saldo devedor. Você utilizará o dinheiro do empréstimo para quitar todas as dívidas e ficará pagando apenas ele.

À princípio, essa pode parecer uma estratégia estranha. Mas substituir várias dívidas por apenas uma unificada tem diversos benefícios para o devedor. Podemos citar pelo menos três vantagens interessantes para realizar esse processo.

A primeira delas é bem simples: ter apenas uma dívida. Essa pode parecer uma ideia sem sentido, pois o saldo devedor continuará o mesmo. Porém, com apenas uma dívida você não precisará se preocupar com diversos pagamentos mensais, mas com apenas um.

A segunda vantagem é a redução da taxa de juros. Quando se tem diversas dívidas, é muito provável que algumas delas tenham taxas bastante altas, como cartões de crédito e cheque especial. Por isso, consolidar suas dívidas pode ser uma ótima estratégia para reduzir o valor dos juros mensais, já que as taxas do empréstimo costuma ser bem menor.

A última, e provavelmente a mais importante, é a redução dos pagamentos mensais. Unificando a sua dívida você poderá negociar parcelas menores e assim conseguir fazer com que elas caibam no seu orçamento, não ultrapassando os 20% estipulados da sua renda.

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