Como organizar sua vida finaceira

Uma das maiores dificuldades do brasileiro é organizar o próprio orçamento, por isso, muitas pessoas acabam criando dívidas ou não conseguindo poupar para comprar os bens que desejam.

Para resolver esse problema, é preciso adotar uma postura diferente em relação às suas finanças, focando principalmente, em organização financeira pessoal.  Assim, você não só conseguirá manter suas contas em dia, como será possível criar uma poupança para o futuro.

Abaixo listamos algumas dicas para que podem ajudar você nesse processo de mudança de hábitos financeiros. Confira e comece já a mudar sua realidade econômica para se tornar uma pessoa organizada financeiramente.

Organize seus gastos

O primeiro passo para melhorar seus hábitos e começar a se organizar financeiramente é reconhecer a existência de um problema nessa esfera. No entanto, isso não é o suficiente para que você comece sua mudança.

É preciso que você perceba o que está causando esse processo de desorganização. Isso pode ser feito por meio do acompanhamento das despesas mensais em uma planilha. Ao listar todos os seus gastos, você conseguirá perceber onde está perdendo dinheiro.

O primeiro passo para organizar suas despesas é colocá-las em categorias, assim, você conseguirá entender melhor que tipo de despesas são essas e como elas afetam a sua vida financeira. Conheça algumas categorias básicas de despesas:

Despesas fixas: São aquelas que são iguais todo mês, a não ser que algo inusitado aconteça e mude o curso de suas despesas. Envolvem gastos com aluguel ou prestação do financiamento da casa, condomínio, transporte ou prestação de automóvel, despesas com plano de saúde ou tratamentos recorrentes, mensalidade de escola ou faculdade e impostos anuais e mensais.

Despesas variáveis: São as despesas que se tem obrigatoriamente todo mês, mas cujos valores sobem ou descem, dependendo do mês. Ou seja, são despesas onde podemos economizar pela diminuição do consumo desses produtos ou serviços. Alguns exemplos dessas despesas são as contas de luz, gás, água, celular, TV e internet, as passagens de metrô, ônibus ou o combustível do carro, além de despesas de alimentação e tratamentos de beleza.

Despesas extras: Essas são as despesas que se constituem como os gastos não previstos, mas que acabam se tornando inevitáveis. Dificilmente conseguiremos reduzi-los, no entanto, podemos nos preparar com antecedência para arcar com eles, caso seja necessário. Alguns exemplos são consultas médicas fora do plano de saúde, cirurgias, consertos de automóvel ou de equipamentos eletrônicos, reforma da casa, entre outros.

Despesas adicionais: Esses são os gastos dispensáveis, ou seja, são os primeiros gastos que você deve eliminar se quiser economizar bastante e começar a criar uma organização financeira pessoal. Mas não os elimine por completo, pois eles são necessários para o bem-estar e a satisfação pessoal. Alguns exemplos são os gastos que ocorrem com viagens, cinema, restaurantes, cosméticos, roupas e presentes em geral.

Descubra quais são seus ralos financeiros

Conhecer seus principais gastos é o primeiro passo para identificar consumos desnecessários, que podem ser cortados com facilidade. A partir disso, você começa a saber do que realmente precisa para viver, começando, assim, a poupar mais e desperdiçar menos.

O ponto mais importante nesse processo é entender a diferença de custo de vida para estilo de vida. O primeiro é o que realmente necessitamos para viver, o total pago pelos serviços e bens consumidos na nossa rotina. Já o segundo é a maneira como vivemos, considerando as escolhas de consumo que fazemos e nossos padrões de gastos.

Sendo capaz de visualizar essa diferença, você pode optar por reduzir custos com o cafezinho após o almoço, com o lanche da tarde ou com as guloseimas depois da janta. Uma boa opção para diminuir os custos nesse quesito é reduzir a compra de alimentos na rua, sempre optando por alimentos trazidos de casa. Com isso, além de poupar um bom dinheiro, você terá uma alimentação mais saudável.

No entanto, não se confunda! Isso não quer dizer que você tenha que abrir mão de tudo que é prazeroso na vida. Você pode (e deve!) continuar tendo programas de lazer e diversão, no entanto, deve fazer isso com limites e gastando de forma consciente.

Defina um objetivo

Depois de começar a organizar seus gastos, entendendo de onde está saindo e para onde está indo seu dinheiro, e de descobrir seus ralos financeiros, é preciso ir em busca do próximo passo para se organizar financeiramente. A recomendação é que você defina um objetivo concreto, assim, você terá mais força de vontade para continuar no seu processo de mudança de comportamento financeiro.

É interessante definir objetivos para os três tipos de prazo, curto, médio e longo – metas que podem ser realizadas em 20 anos, três anos ou seis meses, respectivamente. Dessa forma, você terá metas que te darão gratificação mais rápida e também motivação, mas também possuirá objetivos mais difíceis.

Para conseguir alcançar todos esses objetivos, é preciso que você isole cada um deles e esteja ciente do tanto que precisará economizar para alcançá-los. Os objetivos de longo prazo, apesar de demorarem mais para serem atingidos, costumam ser o que ocupam a maior parte do orçamento, pois normalmente são bens de maior valor. Por isso, é necessário controlar seus gastos adequadamente, já que é isso que vai permitir o equilíbrio entre os objetivos de diversos prazos e valores.

A definição dos objetivos, no entanto, vai depender do resultado da análise do seu orçamento. Se tudo estiver tranquilo, sem dívidas, com folga financeira, os objetivos poderão se voltar para despesas adicionais. No entanto, se a planilha apontar para um resultado negativo, ou seja, se você estiver no vermelho, será preciso focar seus objetivos de curto e médio prazo no abatimento de dívidas para a mudança dessa situação financeira.

Faça uma reserva emergencial

Outro ponto importante da organização financeira é se planejar para o futuro. Pois é apenas assim que você conseguirá colocar as contas em dia, mesmo em situações de imprevistos. No entanto, esteja ciente que criar essa reserva é uma tarefa que pode ser difícil, principalmente para os que não gostam muito de poupar.

A chave para ter uma reserva emergencial é apostar em investimentos seguros e de alta liquidez, ou seja, que possa ser sacado a qualquer momento e com facilidade, caso seja necessário. Um bom investimento para isso é o Tesouro Selic, por exemplo, que tem liquidez de um dia apenas e rende acima da taxa base da economia.

O ideal para esse investimento é ter entre 6 meses de renda guardados. Ou seja, se você ganha R$4 mil,o interessante é que você consiga ter uma reserva de, no mínimo, R$24 mil. Assim, caso você fique desempregado, doente ou sofra algum outro imprevisto, não precisará se preocupar por alguns meses.

Estude o mercado financeiro

Se você quer saber como manter suas contas em dia e ter organização financeira, uma coisa que você não pode deixar de fazer é estudar o mercado financeiro. Só assim você conseguirá compreender a melhor forma de aplicar seu dinheiro, aproveitando as oportunidades para gerar mais lucro e fugir das dívidas.

Ao estudar um pouco sobre educação financeira, você começará a conseguir controlar seus gastos e perceber qual  investimento se adéqua mais ao seu perfil, podendo, assim, conseguir uma maior remuneração e margem de lucros.

Você passará de uma pessoa que apenas deixa seu dinheiro na conta para um verdadeiro investidor. O resultado é uma independência financeira cada vez maior, podendo ser cada vez mais bem sucedido e realizado financeiramente, podendo alcançar todos os sonhos e metas financeiras que você deseja.

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